
Os Passos
do Arrependimento
e as Duas Riquezas
do Reino dos Céus
Mt 3:2b
“Arrependei-vos, pois é chegado o Reino dos Céus”.
Introdução
Há doutrinas bíblicas que são verdadeiros pilares da salvação eterna. São mandamentos irreversíveis, imutáveis, intransferíveis... funcionam como passos fundamentais para o crente candidato ao Céu.
Falemos, pois, dos passos progressivos do arrependimento.
A Doutrina do Arrependimento
A palavra arrependimento procede do heb charatá e do grego μετάνοια.
Μετάνοια, etimologicamente, significa: “mudança de sentimento com penitência”.
O Que Não é Arrependimento
Arrependimento não tem absolutamente nada a ver com remorso.
REMORSO é sentimento natural.
ARREPENDIMENTO é Graça Divina.
REMORSO não gera salvação eterna.
ARREPENDIMENTO é a palavra chave da salvação eterna.
REMORSO é sentimento de homem para homem.
ARREPENDIMENTO conduz o crente à solicitação perdão a Deus.
REMORSO não gera paz, jamais.
ARREPENDIMENTO gera perdão divino, traz a paz de Deus ao crente e a alegria da salvação eterna.....
Os Passos do Arrependimento
· 1º Passo: Tristeza absoluta pelo pecado cometido.
· 2º Passo: Solicitação de Perdão a Deus.
· 3º Passo: Decisão firme de abandonar definitivamente o pecado.
· 4º Passo: Solicitação de Purificação no sangue de Jesus.
· 5º Passo: Solicitar a Deus o retorno da alegria da salvação.
Por que o Arrependimento
Mt 3:2b
“Arrependei-vos, pois é chegado o Reino dos Céus”.
Nos originais gregos, lemos:
“...Μετανοεῖτε (metanoîte), ἤγγικεν (ingiken) γὰρ (gãr) ἡ (í) βασιλεία (vasilía) τῶν (tõn) οὐρανῶν (uranõn)”.
ISTO É: “...arrependei-vos; aproximou-se pois o Reino dos Céus”
As Duas Grandes Riquezas
do Reino dos Céus
· Primeira Riqueza: O Reino de Deus em espírito (trata-se da obra de Deus no interior do crente. Reino de Deus em espírito aponta para a condição do crente como servo de Deus, como conseqüência do estágio espiritual no Reino dos Céus).
NOTA: O Reino dos Céus é a Igreja com tudo quanto ela possui. No Reino dos Céus há lugar para crentes e não-crentes; servos e não servos; joio e trigo.... No Reino dos Céus o crente ouve a Palavra de Deus. É no Reino dos Céus que o crente é preparado para receber o Reino de Deus em espírito.
· Segunda Riqueza: O Reino de Deus em Glória.
NOTA: O Reino dos Céus prepara o crente para receber o Reino de Deus em espírito e, o Reino de Deus em espírito habilita o crente para o Reino de Deus em Glória. SEM o Reino dos Céus não haverá jamais o Reino de Deus em espírito no crente e, sem o Reino de Deus em espírito, jamais o crente verá o Reino de Deus em Glória.
Epílogo: Não existirão jamais oração e louvores eficazes sem a presença do arrependimento na vida do crente. Tudo que fizermos para Deus precisa ter o aval de uma vida inteiramente arrependida diante Dele. O ARREPENDIMENTO tem aspecto de porta aberta para que o crente encontre o Caminho do Céu. O ARREPENDIMENTO possui aspecto de alicerce porque, sem ele, o crente estará sempre caído, deitado, estirado. Antes de orar, arrependa-te. Antes de louvar, arrependa-te. Antes de fazer missões, arrependa-te. Antes de cultuar a Deus, arrependa-te. Antes de pregar a Palavra de Deus, arrependa-te.
Sem o Reino dos Céus, jamais haverá o Reino de Deus em espírito.
Sem o Reino de Deus em espírito, jamais haverá Reino de Deus em Glória. O Reino dos Céus é o primeiro segmento da salvação eterna. Amém!
Texto Dn. 6.27
A literatura da época e a obras de arte com freqüência apresentam aos reis da antigüidade, tais como os de Egito, Asiria, Persia, ocupados no esporte da caça de animais selvagens. Geralmente se caçavam leões e também panteras, touros selvagens e elefantes. Os relatórios falam de reis vasalos que enviavam como tributo animais selvagens capturados a seus senhores reais de Mesopotamia. Se lhes guardavam em jardins zoológicos, como símbolos do poder mundial do monarca e para diversão do rei e de seus amigos. Ainda que os registos da época dos persas não dão exemplos de que se tivessem imposto a pena capital jogando ao culpado às feras, se se referem a formas extremamente bárbaras de aplicar dita pena por parte de reis persas que pelo demais eram muito benévolos.
Compare-se com a imutabilidade da lei dos 839 "medos e persas" em Est. 1: 19; 8: 8. Esta característica também é confirmada pelos escritores gregos. Por exemplo, Diodoro de Sicilia (xvii. 30) descreve os sentimentos de Darío II para a sentença de morte que ditou contra Jaridemos. Sustenta que o rei, depois de ter pronunciado a pena capital, arrependeu-se e se acusou a si mesmo de ter errado, mas era impossível desfazer o que tinha feito por sua autoridade real.
A palavra livra. vem do hebraico. Ga’al significa redimir, cumprir o papel de resgatador. O sentido etimológico é redimindo da dificuldade ou do perigo.
A palavra hebraica para salvar. é yesha e significa, ser salvo, ser liberto; conceder vitória, estar seguro.
Em geral o livramento deve vir de algum ponto exterior ao da parte oprimida. No AT os vários tipos de aflição, tanto nacional quanto individual, inclui inimigos, catástrofe naturais, tais como praga e fome, e enfermidades. Aquele que trás livramento é conhecido como o salvador.
A palavra hebraica para maravilha é pili e significa maravilhoso, incompreensível. O sentido etimológico é fazer algo maravilhoso acontecer, na bíblia a raiz pili refere-se a coisas que são incomuns, estão alem da capacidade humana. amem!!.
A QUEM ENVIAREI?
Encontramos nas escrituras, com relativa freqüência, Deus à procura de mensageiros.
Quando se trata de homens, porém, verificamos a grande dificuldade de encontrá-los disponíveis. A Moisés, disse o anjo do Senhor: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo... vem agora, pois e te enviarei a Faraó. Então disse Moisés a Deus: Quem sou eu que vá a Faraó...
Ex 3.7,10,11). Seguem-se irritantes desculpas, mesmo depois de milagres extraordinários, insistindo Moisés em sua incapacidade de realizar o grande projeto de Deus para libertar o povo de Israel. É quando Deus fica irado, (4.14) e encontra um jeito de convencer Moisés, colocando Arão para ajudá-lo.
No caso de Isaías, Deus exclama do alto do seu trono: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? (Is 6.8). Quanto a Jonas, Deus lhe ordena: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. (Jn 1.2). Segue-se um Jonas apavorado, fugindo ao cumprimento da tarefa.
No Novo Testamento encontramos Jesus enviando inicialmente os doze, depois os setenta e finalmente, depois da ressurreição, toda a Igreja, que tem a responsabilidade de espalhar as boas novas da salvação.
É claro que a obra da pregação do evangelho não está confinada a um grupo de crentes pré-selecionados, qualificados, especiais, competentes. Cabe a toda a Igreja, de acordo com a habilidade de cada um.
Em Efésios 4.11,12, Paulo deixa bem claro que a chamada é para todos: "Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo." Isto significa que cada um de nós tem o seu papel no cumprimento de tarefas que lhe são peculiares. Não há desculpas para fugir à sua responsabilidade, meu irmão. Ela é pessoal e intransferível.
Somos todos missionários. No trabalho, no bairro, no ônibus, na escola, onde quer que estejamos, exalamos, por palavras, por atitudes e ações, "o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem" (2Co 2.15). Portanto, fique atento à sua chamada. Deus conta com você.
Divisões do livro: O nosso livro de Salmos contém cinco partes ou livros:
Livro I – Salmos 1- 41 Livro IV – Salmos 90 - 106
Livro II – Salmos 42 - 72 Livro V – Salmos 107-150
Livro III – Salmos 73 - 89
Autores dos salmos: Os títulos identificam os autores da maioria dos salmos.
Davi escreveu 38 ou 39 de 41 salmos no Livro I
Davi – 3-9,11-32,34-41 2*
Autor não identificado – 1,10,33 (Alguns atribuem Salmo 10 a Davi, pois parece
uma continuação do 9 em estilo e mensagem. Estes dois
aparecem como um só Salmo na LXX e em algumas traduções
modernas da Bíblia)
Ele escreveu 18 de 31 salmos no Livro II
Davi – 51-65,68-70
Filhos de Corá – 42,44-49
Asafe – 50
Salomão – 72
Autor não identificado – 43,66,67,71 (Salmo 43 é uma continuação do 42, e assim
provavelmente fosse escrito pelos Filhos de Corá, também)
Asafe e os Filhos de Corá, cantores em Jerusalém, escreveram quase todos os salmos no Livro III
Davi – 86
Asafe – 73-83
Filhos de Corá – 84-85,87-88
Etã, ezraíta – 89
O autor não se identifica na maioria dos salmos no Livro IV:
Davi – 101,103 95*, 96*, 105*, 106*
Moisés – 90
Autor não identificado – 91-94, 97-100, 102,104
Davi escreveu 15 dos salmos no Livro V. A maioria não tem autor identificado:
Davi – 108-110,122,124,131,133,138-145
Salomão – 127
Autor não identificado – 107,111-121,123,125-126, 128-130,132,134-137,146-149 (150 é a doxologia final do livro)
*Obs.: Ao todo, Davi é identificado pelos títulos como autor de 73 dos Salmos. 1 Crônicas 16 contém porções
de Salmos 96 e 105 e a doxologia no final do 106, os atribuindo a Davi. Segundo comentários no Novo Testamento,
podemos lhe atribuir mais dois (Atos 4:25 – Salmo 2; Hebreus 4:7 – Salmo 95). Se acrescentarmos
Salmo 10 à lista (veja comentário acima), teríamos 79 Salmos escritos total ou parcialmente por Davi.
Ainda é provável que ele tenha contribuído com mais alguns, sem se identificar.
Datas dos salmos: Alguns se referem a seu contexto histórico (51,52,54, etc.). Em geral, abrangem 900 anos,
de Moisés (90) até o cativeiro na Babilônia (veja 137:1), e continuando até a volta do cativeiro (veja 147:2).
Paralelismo
nos livros de sabedoria do Velho Testamento
Ritmo, uma das características de muita poesia, geralmente se perde no processo de tradução de um idioma
para outro. Por isso, conseguimos cantar os salmos somente com alguma adaptação métrica.
Mas há uma outra característica de poesia muito evidente em livros como Salmos e Provérbios. Paralelismo é
uma colocação de idéias, normalmente duas, numa estrutura que enfatiza a semelhança ou o contraste entre elas.
Diversos estudiosos identificam vários tipos de paralelismo nesses livros. Entre os exemplos mais comuns são:
1. Paralelismo sinonímico: Repete idéias idênticas ou semelhantes usando palavras diferentes.
Salmo 15:1 – Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo?
Quem há de morar no teu santo monte?
Salmo 19:2 – Um dia discursa a outro dia,
e uma noite revela conhecimento a outra noite.
2. Paralelismo antitético: Apresenta um contraste entre idéias ou imagens.
Salmo 1:6 – Pois o Senhor conhece o caminho dos justos,
mas o caminho dos ímpios perecerá.
Provérbios 14:28 – Na multidão do povo, está a glória do rei,
mas, na falta de povo, a ruína do príncipe.
Provérbios 14:34 – A justiça exalta as nações,
mas o pecado é o opróbrio dos povos.
3. Paralelismo sintético ou construtivo: A segunda parte completa ou acrescenta à primeira parte. Às vezes,
repete uma parte da primeira frase e continua com maior desenvolvimento da mesma idéia.
Salmo 29:1 – Tributai ao Senhor, filhos de Deus,
tributai ao Senhor glória e força.
Salmo 145:18 – Perto está o Senhor de todos os que o invocam,
de todos os que o invocam em verdade.
4. Paralelismo emblemático ou simbólico: Uma linha serve como ilustração paralela ao ensinamento real
da outra. Os tradutores, freqüentemente, simplificam a expressão usando palavras de comparação: “como....assim”.
Provérbios 11:22 – Como jóia de ouro em focinho de porco,
assim é a mulher formosa que não tem discrição.
Provérbios 25:25 – Como água fria para o sedento,
tais são as boas-novas vindas de um país remoto.
JUSTIFICAÇÃO – GRAÇA DIVINA
Leitura Bíblica: Atos 13:39; Romanos 3:28 e 5:18-21
1. Introdução
Segundo o dicionário da Língua Portuguesa, Aurélio, a expressão justificar significa “demonstrar ou provar a inocência”. No direito penal, cabe ao juiz, mediante as provas carreadas aos autos e através de sentença, declarar a inocência ou a culpa da pessoa acusada de transgredir a lei. Quando declarada a inocência, o indivíduo é justo; quando declarada a culpa significa que ele é réu.
Na termologia bíblica o sentido da expressão é o mesmo, ou seja, justificar é declarar o réu inocente e justo, no entanto difere do direito comum quando o homem como transgressor da lei divina não dispõe, por si mesmo, de qualquer meio pelo qual possa ser justificado. A Bíblia é bastante clara ao expressar que: "A alma que pecar esta morrerá" (Ezequiel. 18:4b). Não obstante tão dura sentença, o apóstolo Paulo escrevendo aos Romanos, no capítulo 6, verso 23, com firmeza assim declara: "O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus nosso Senhor". É exatamente isso que nos dá força para lutar contra as investidas de satanás.
A Justificação implica diretamente na relação do homem com Deus perante Suas leis. Dessa forma, o Senhor Deus como Justo Juiz poderia, sob o peso da condenação divina, deixar-nos entregues aos nossos delitos pecaminosos, já que todos somos transgressores de Suas leis. No entanto, Paulo também ao afirmar que: "todos pecaram e destituídos estão da Glória de Deus", sabia do incomparável amor de Deus que O levou a entregar em sacrifício o Seu único Filho para a remissão de nossas almas e, por isso mesmo, pôde continuar a sua afirmação: “e são justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus" (Romanos 3:23-24).
2. Termos Importantes ligados à Justificação
Ao examinarmos as Sagradas Escrituras, freqüentemente deparamos com termos bem conhecidos no mundo jurídico e que na linguagem bíblica referem-se a atos que dizem respeito ao relacionamento de Deus com a raça humana.
Assim vejamos alguns desses termos:
2.1 Juiz: possui o dever de julgar segundo a lei (II Crônicas 19: 5-10). O nosso Deus é o "juiz de todos" (Hebreus 12:23) e "justiça e direito são fundamentos do Seu trono" (Salmos 89:14);
2.2 Juízo: refere-se ao julgamento num pleito judiciário (Deuteronômio 1:17);
2.3 Tribunal: refere-se ao local onde acontecem os julgamentos. Em Romanos 14:10 Paulo afirma que todos nós "havemos de comparecer perante o Tribunal de Cristo";
2.4 Réu: diz-se da pessoa contra quem foi proposta uma ação ou daquela que depois de julgada é considerada culpada. A blasfêmia contra o Espírito Santo, faz do indivíduo réu do pecado eterno (Marcos 3:29);
2.5 Advogado: é quem defende o acusado diante do juiz. O apóstolo João lembra que Cristo é o nosso advogado junto ao Pai Celestial (I João 2:1);
2.6 Condenação: diz-se da sentença dada pelo juiz em que o réu é declarado culpado. Em Romanos 8:1, está escrito que "nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito";
2.7 Lei: diz-se de norma jurídica obrigatória, sob a qual todos estão submissos;
2.8 Mandamento: é a ordem escrita emanada do Juiz;
2.9 Transgressão: é a violação da lei;
diz que Cristo nos vivificou, estando nós mortos em nossos delitos e pecados.
3. Fundamento da Justificação
A condenação do pecador é o resultado de sua transgressão aos mandamentos sagrados. Portanto, só Deus pode condenar ou justificar.
O Livro de Salmos, no capítulo 49, versos 7 e 8 registra a seguinte escritura: "Ninguém pode remir a seu irmão ou dar a Deus o resgate dele (pois a redenção de sua alma é caríssima e seus recursos se esgotariam antes)”.
Deus para resgatar o homem das garras do pecado e trazê-lo novamente à condição de inocente na qual o criou, determinou que Cristo Jesus pagasse um preço caríssimo, que nenhum outro poderia pagar, pois o recurso usado para esse pagamento foi o sangue inocente do Seu Unigênito Filho. Razão assiste ao escritor aos Hebreus, que no capítulo 9, verso 22 assim declara: "sem derramamento de sangue não há remissão".
A justificação é graça divina outorgada ao pecador através de Jesus Cristo (Romanos 3:25-26 e 8:33-34) e, dessa forma, não se prende a nenhum ato ou esforço humano. Apocalipse 13, verso 8 demonstra claramente que na queda do homem, lá no Éden, Deus já tinha idealizado o Plano de Salvação. Vejamos o termo: "no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo". Isso nos leva a ter a convicção absoluta que Deus nos criou para a eternidade (Eclesiastes 3:11) e, portanto, na eternidade deliberou a nossa justificação. Confira os textos: Efésios 1:4; II Timóteo 1:9; Tito 1:2.
4. A Justificação é ato de Fé
A justificação está ao alcance de todos e o único requisito que estabelece a palavra de Deus para que nós nos apropriemos dessa maravilhosa graça, concedida através de Jesus Cristo, é a fé (Romanos 3:22). Nesse ato não há distinção de raça ou classe social, sendo a fé a satisfação exclusiva que o homem, na sua condição de miserável pecador, pode oferecer a Deus.
Em Romanos 3:27, o apóstolo Paulo enfatiza: "Onde está a jactância? É excluída. Por qual lei? das obras? Não, mas pela lei da fé”.
Ao escrever aos Efésios o mesmo apóstolo faz esta afirmação: "Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie" (Ef. 2:8-9). Ainda acerca da justificação pela fé vejamos os textos: Romanos 1:17, 5:1 e Gálatas 2:16.
Todavia, não se pode esquecer que a fé em si mesma não salva nem justifica; essa só tem validade se estiver deposita no Senhor Jesus Cristo que foi quem pagou o alto preço da nossa redenção.
5. O Cristão e a Justificação
O Senhor Jesus ao afirmar, em Mateus capítulo 7, verso 20, que "pelos seus frutos os conhecereis", deixa claro que a justificação é uma característica que deve ser demonstrada no viver diário do verdadeiro cristão. Vejamos outros textos: Mateus. 5:16; João 15:8;Tito 2:13-14; Tiago.2: 22 a 26; I Pedro 2:12; e I João 2:29;.
Os textos citados trazem-nos a convicção absoluta que as boas obras a serem evidenciadas na vida do crente, nada mais são do que os efeitos produzidos pela fé em Deus que leva a justificação.
6. Conclusão
Pelo Sacrifício Expiatório de Cristo, somos declarados justos perante o Justo Juiz, nosso Deus. Paulo escrevendo à Igreja de Corinto fez este pronunciamento: "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus" (II Corintios 5:21).
conheceu" (I João 3:6).
Sem nenhuma pretensão de esgotar um assunto tão sublime e vasto, concluímos que a justificação nos declara inocentes, como se jamais houvéssemos cometido qualquer delito. As nossas culpas, pelo Grande Amor de Deus, são totalmente apagadas (Isaias 1:18; 43:25 e 44: 22; Hebreus 10:17).
Assim, ansiosamente aguardamos o dia em que o nosso advogado se tornará o juiz que proferirá em alta voz a sentença declaratória da nossa inocência: “Vinde bendito de meu Pai, possui por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25:34), mas para aqueles que não são capazes de reconhecer o sacrifício expiatório de Cristo, soará a dura sentença declaratória de culpa: “Afastai-vos de mim malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:41).
Breve Panorama Sobre Hinduísmo
A cultura indiana é uma cultura milenar rica em filosofias. É impossível entender o hinduísmo em sua totalidade, devido às suas variações e contradições. Podemos dizer que o hinduísmo é uma procura por algo que jamais poderá ser encontrado. Essa busca leva pessoas a tomarem posições extremas de abnegação física, mental e principalmente espiritual.
Hinduísmo não é simplesmente uma religião, é um estilo de vida diário onde todos os elementos que envolvem os rituais religiosos são importantes e com um significado fundamental para a vida hindustani. Com a chegada dos arianos a Índia houve uma mistura da cultura filosófica ariana com a cultura animista dos drávidas, povos habitantes da Índia antes da invasão ariana. Os arianos trouxeram a filosofia e a unificaram com o animismo praticado pelos drávidas. Essa é a razão da existência do grande número de deuses no hinduísmo.
A filosofia hindu tem ultrapassado as fronteiras da Índia, chegando a muitos países do mundo, alguns destes sendo totalmente dominados por essa filosofia. Uma boa parte dos países asiáticos é predominantemente budista, no entanto, Buda era hindu, e toda filosofia budista tem sua raiz no hinduísmo. No Ocidente o hinduísmo tem atraído milhares de seguidores através do movimento Hare Krishna e da Nova Era. Um dos maiores sucessos do hinduísmo no ocidente tem sido implementar atividades religiosas como meros exercícios físicos e mentais. A yoga, principalmente, tem encontrado muito espaço no Ocidente. A yoga já é praticada em escolas, escritórios, etc., porém, yoga é hinduísmo. Não existe hinduísmo sem yoga e não existe yoga sem hinduísmo.
O hinduísmo é um conglomerado de idéias, crenças, convicções e práticas que variam de povo para povo e região para região. Para facilitar nosso entendimento dividimos o hinduísmo em suas mais variadas formas:
* Hinduísmo Filosófico:
Esta forma de hinduísmo é dominada pela autoridade de certas escrituras: Vedas e Upanishads. Neste hinduísmo existem três escolas fundamentais: Advaita – Não dualismo (o humano como divino); Dvaita – dualismo (o humano e o divino); Visishtadvaita – dualismo modificado (cada ser humano tem um lampejo da divindade).
alcançado na prática das seguintes atividades: Gnamarga – conhecimento; Bhaktimarga – devoção; Karmamarga – boas obras.
* Hinduísmo Popular:
Está longe do Bramanismo (Filosófico), eles são influenciados pela tradição ancestral, pela adoração aos animais, pelas práticas religiosas nos templos, pela magia e pelo exorcismo. São indiferentes à autoridade dos Vedas.
* Hinduísmo Místico:
São gurus com misteriosas experiências pessoais que atraem pessoas para si. Eles alegam possuírem poderes sobrenaturais para curar, ler pensamentos e prever o futuro.
* Hinduísmo Tribal:
É influenciado pelo animismo, espiritismo, ocultismo, necromancia e adoração de animais.
* Hinduísmo Secular:
São nominais e indiferentes às práticas religiosas.
Contexto Bíblico Para a Evangelização dos Hindus
Jesus Cristo em sua humanidade era asiático, e viveu dentro de um contexto asiático, o que o torna aceitável pelos povos da Ásia. É possível para os asiáticos entenderem a Jesus Cristo perfeitamente, quando Cristo é apresentado sem a capa de um Cristo ocidentalizado.
Devemos analisar o hinduísmo à luz da Bíblia e identificar pontos que merecem a nossa consideração cuidadosa. Existem alguns pontos que influenciam na evangelização dos hindus, entre eles estão:
* Espiritualidade: Os hindus são pessoas espirituais. Quando um homem afirma sua santidade, é como se uma áurea de santidade existisse sobre a vida deste homem. Uma vida de santidade pode ser muito importante para influenciar a vida dos hindus. (1 Pe 1:16; Romanos 12:1-2; Mateus 5:16)
* Comunidade: Na sociedade indiana a igualdade dos homens perante Deus não é demonstrada na comunidade. Portanto, se a igreja viver de forma a desenvolver a igualdade e o cuidado de amor uns pelos outros, um amor genuíno e não apenas verbal, isso será de grande importância na sociedade indiana. (Jo. 13:35; Tg 2:4,26)
* Pobreza: A dura realidade da Índia é a pobreza. Se apresentarmos a Cristo como alguém que foi identificado com o pobre isso os ajudará a recebê-lo. Esta verdade tem um forte significado para o hindu. (2 Co. 8:9; Fl. 2:7; Pv. 14:31)
Obstáculos Teológicos
* Sincretismo: Os hindus são sincretistas, acreditam que todas as religiões levam à Deus. Eles não aceitam a idéia de mudar de religião, pois isso para eles é algo desnecessário.
* Pecado: Para alguns é fazer algo ruim, para outros é uma desobediência a própria consciência, outros ainda vêem como egoísmo. Mas a maioria acredita que pecado não existe.
* Karma: A pessoa colhe aquilo que semeia. O comportamento no passado determinou a atual condição de vida do indivíduo e as obras do presente determinarão o futuro. As reencarnações acontecem até que a pessoa seja totalmente purificada, alcançando assim o moksha (salvação).
* Salvação: Eles entendem que salvação é a libertação do ciclo de reencarnações.
Pontes Teológicas
É bom que fique claro que nenhum conceito do hinduísmo pode ser aceito dentro do cristianismo sem mudanças fundamentais. O propósito deste tópico é mostrar que há pontes teológicas que facilitam a nossa comunicação com os hindus. Seguem alguns conceitos, entre os quais alguns exigem alguma mudança:
* Conceito de Deus: Os hindus tem uma cosmo-visão panteísta, será necessário redefinir alguns pontos relacionados ao panteísmo mas não será necessário defender a existência de Deus.
* Respeito pelas Escrituras: Os hindus aceitam a autoridade da Bíblia, porém, a autoridade única da Bíblia deve ser enfatizada sem qualquer transigência.
* A pessoa de Jesus Cristo: A qualidade do relacionamento de Cristo com as pessoas, seus ensinos, sua entrega e sofrimento vicário e singulares tem um forte apelo à consciência hindu.
* A doutrina do Karma: Visto que o hindu busca libertação através do ciclo de renascimento provocado pelo seu karma, ele precisa ouvir falar da salvação através de Jesus Cristo.
reino de Deus. No hinduísmo salvação é sempre adquirida pelo esforço humano, no cristianismo salvação é pela fé em Cristo Jesus.
* Encarnação: Devemos redefinir radicalmente este conceito. A encarnação de Jesus Cristo é a única, histórica, suficiente para todas as épocas e está baseada no amor de Deus para salvar os pecadores.
Obstáculos à Evangelização
* Assuntos Sócio-culturais: A cultura ocidental foi inserida na cultura indiana como sendo uma forma aceitável de cristianismo. Abaixo seguem alguns dos obstáculos sócio-culturais:
> Hábitos alimentares cristãos (carne vermelha, porco e bebidas alcoólicas).
> Modo cristão de adoração (liturgia importada do ocidente e longe da realidade indiana).
> Aproximação demasiada entre meninos e meninas cristãos.
> Prática dos cristãos de proibirem o uso de um ponto vermelho na testa das mulheres (o ponto vermelho significa que a mulher é casada).
> Aparência de uma religião estrangeira.
> Cristianismo como uma ameaça cultural.
> Cristão indiano não é patriota.
> Idéia errada de pregar somente para os de casta baixa.
> Quebra do sistema de castas.
> Superstição quanto a ira de Kula Devata (punição por mudar de religião).
* Assuntos Econômicos:
> Temor da perda de prosperidade garantida pelos deuses hindus.
> Temor da perda de privilégios garantida na comunidade hindu.
> Idéia errada de que cristianismo é religião dos pobres.
* Assuntos Metodológicos:
> Necessidade de uma teologia em categorias indianas.
> Cosmo-visão dentro do contexto indiano.
> Estar consciente das diferenças entre o cristianismo, no que diz respeito a doutrina de Deus, do homem, do pecado e da salvação.
> Cristo e a Fé dos Outros
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